To Love, To Lose (2025) s01e05 Episode Script

Episode 5

1
AMAR, PERDER…
CURSO RÁPIDO DE ROTEIRO DE AFIFE JALE:
MUDANÇA
ROTEIRO – PERSONAGEM – ENREDO
Olá. Várias pessoas
curtiram a última aula.
Obrigada.
Mas o número de inscritos
não aumentou muito.
Não vou ficar insistindo.
O botão está aqui. Por favor.
Vai.
O assunto de hoje é mudança.
Mudança é tudo.
A história muda constantemente.
Os personagens mudam
com os acontecimentos.
O mau vira bom. O fraco vira forte.
O covarde vira corajoso.
O egoísta vira generoso.
Em algumas histórias,
não só os personagens,
mas a sociedade toda muda.
Atualmente,
não tem muita história desse tipo.
O importante é que a mudança
é a essência da história.
Ali, por favor!
MUDANÇA
E a mente culinária por trás de tudo,
nossa chef, Perihan Kazan!
Estou ótima,
mas por que o cabelo está arrepiado?
Ah, Perihan, você ficou maravilhosa.
Olha, mais alguém curtiu.
Já são 55 curtidas.
- É bom?
- É ótimo.
O que estão fazendo sem mim?
Postou no Instagram?
Legal.
A luz não está boa.
- Acontece.
- Claro.
O importante é fazer
as pessoas virem ao restaurante.
Olha o Macit devorando tudo.
Depois diz que está salgado.
- Ele diz isso?
- Diz.
Outra curtida. Bate aqui!
Beleza, vamos lá.
Andem logo.
Ah, seu Muharrem, ainda bem que veio hoje.
Vocês desapareceram ontem.
- O bolinho de abobrinha não deu certo.
- Veremos.
Não ficou crocante. Não sei por quê.
Mas eu segui a receita.
Dona Perihan.
Primeiro, tem que ralar a abobrinha.
- Sim.
- Depois, pega um pano.
Espreme a água.
Pra ficar crocante,
não pode sobrar nem uma gota de água.
Você pode fritar ou então fazer no forno.
Vai ficar bom.
- O que é isso?
- Tira o paletó.
Tira logo.
Bem…
Comprei na feira.
Não precisava.
Agora, se vira.
Isso, vira.
Arruma a postura.
Vira pra cá.
Está todo arrumado.
Vai acabar sujando a roupa.
Ficou ótimo.
Agora, sim, está parecendo um chef.
Um chef?
Está de avental e tudo.
É meu braço direito agora.
- Pode me dizer o que fazer.
- Claro, dona Perihan.
Mas não se esforça demais.
- Não fica em pé.
- Não consigo fazer sentado.
Preciso te falar uma coisa.
Consegue, sim.
- Ontem à noite…
- Não precisa.
Espera.
- Professora.
- Escuta.
Do Macit, o açougueiro.
Beleza, estou ouvindo.
NESLIHAN
CHAMADA RECEBIDA
A carne é importante.
Sua vulnerabilidade me comoveu.
Tudo o que você disse pareceu tão real.
Mas o que estamos fazendo?
Você está noivo.
Exatamente.
E eu tenho o Baturay.
É, o Baturay.
- Não devia ter acontecido. Desculpa.
- Professora.
- Eu que peço desculpas.
- Não precisa se desculpar.
Preciso ir, tenho que fazer umas coisas.
E o roteiro? A história?
É nossa principal fonte,
precisamos de você.
Tá bom, dou a minha palavra.
Mas agora eu preciso ir.
Ah.
O que eu falei agora?
- Estava falando da carne.
- Todos adoram carne.
Conheço pessoas que viajam
só pra comer uma boa carne.
Se você fizer uma boa carne, vão te amar.
À tarde, vou te mostrar
como fazer uma boa marinada de carne.
Pra amanhã.
Aprendeu tudo no Exército?
O grande Şaban Babacan era nosso chef.
Ensinou tudo que sabia.
Geralmente, os chefs
não revelam seus segredos.
Ele não era assim.
Ele gostava de mim.
Que descanse em paz.
- O avental ficou ótimo, né?
- Ficou.
Vou fazer um trabalho.
Te pego assim que acabar, tá?
- Pode passar.
- Pode passar você.
Amigão, por favor.
Ali, cadê a comida? Anda!
Cadê a beldroega com iogurte,
dona Perihan?
Bem ali.
Estou vendo.
Você está bem?
Por que eu não estaria?
Olá.
Oi, menino do caixa. Vai comer algo?
Afife, para com isso.
Tem grão-de-bico? Bom dia, seu Muharrem.
Com licença.
Porção dupla de piyaz e almôndegas.
Uma pessoa veio porque viu no Instagram.
Vou dar uma sobremesa.
Avisa que é por conta da casa.
Olá. Que ótima cozinheira!
Macit, por favor!
Ele disse que pediu feijão
com picles de acompanhamento.
- Quem disse isso?
- O Eyüp.
Não é esse pedido. Esse é o da professora.
Acabei de fazer o do Eyüp.
Está tudo bem mesmo?
Já falei que está.
Bem-vindos.
Yasin, este lugar
é maior do que eu lembrava.
Incrível, não é?
A residência vai ficar ali.
Os escritórios vão ficar ali.
O parque vai ficar na parte de trás.
Aqui vai ser o shopping.
E o estacionamento vai ser bem ali.
Que assim seja.
O que achou, Destan?
Chega disso.
O que achei, pai?
Ótimo.
Mas e essas pessoas?
Pensei que estivesse vazio.
É só me avisar.
Eles vão embora em um mês.
Com licença.
Sim, senhor?
É um grande negócio, pai. Boa sacada.
Pai.
E o problema com o Kemal?
Tem um problema?
Não tem?
O pessoal de Ancara pegou
um voo mais cedo pra fechar o negócio.
Preciso ir ao aeroporto.
Tudo bem, pode ir.
- Me liga.
- Pode deixar.
Kudret.
Se perguntarem, você tem o dinheiro?
Eles têm as licenças?
Aquele problema, pai.
O Kemal anda meio esquisito.
Sempre respeitamos as decisões dele,
mas será que ele ainda dá conta?
É uma pergunta sincera, de filho pra pai.
Você é que decide.
É complicado.
O que a Neslihan sempre diz?
"O Kemal é o poder
e a alma desta família."
Ela adora ser dramática.
Não, ela tem razão.
Mas o que foi aquilo hoje?
O corpo está lá, mas e a alma?
Em outro lugar, acho.
Ele está distraído.
É como se não fosse mais ele mesmo.
Destan.
O Kemal vai acabar nos deixando.
Se prepara pra esse dia.
Que se dane a alma.
Quero que você me traga poder.
Não escondido. Um poder bruto.
Um homem fraco consegue fazer isso? Hein?
Vamos pro escritório.
Não dá pra confiar no idiota do Yasin.
Vamos ver se estão chegando mesmo. Vamos.
Eu ajudo se fizerem o empréstimo conosco.
Sem problema.
Cara, tem alguém lá dentro.
O que combinamos sobre o carro?
Sem problema. Está tudo certo.
Amostras de convite de casamento.
A Bedia está insistindo.
Sem pressa, mas a data é importante.
Vamos fazer depois de Vênus retrógrado.
Só estou falando disso por causa da Bedia.
Eles vão à sua casa à noite.
A Bedia e o tio.
- Por quê?
- Pra ver o tio Muharrem.
- Querem ver o quê?
- Não faço ideia.
Falei que ia ver minha série,
mas posso ir, se quiser.
Mas não queria perder esse episódio.
Talvez eu fique em casa.
A gente vai fazer compras amanhã.
ESCRITÓRIOKEMAL
Veja sua série.
Sabemos o que meu tio quer.
Se você decidir aparecer hoje,
já deixo avisado.
O Kemal está fora.
SEM SINAL DE VÍDEO
O bolinho está gostoso.
Não estava antes?
Estava. Aí ficou ruim
e agora está bom de novo.
Melhorou muito.
Muito mesmo.
Então curtam nossa página no Instagram.
Eu não curtiria de graça
nem se tivesse celular.
- Ah? Não temos dinheiro.
- Não diz isso, patroa.
O que é isso?
Não é nada.
O velho Erol, do antiquário,
disse que o relógio não valia muito
porque estava mal conservado.
Pagou isso pela caneta,
pelo abajur e pela mesa.
- Mãe.
- O que foi?
Vamos falir. Não vai sobrar nada
depois de pagarmos os Yanıklars.
Precisamos de dinheiro
até a venda das ações.
Muito dinheiro.
Só uma pessoa pode te ajudar.
Afife, por favor, já falei mil vezes.
Não vou àquela casa.
Não vou falar com aquelas pessoas.
Já faz tantos anos. Não vou.
Vamos, mãe. Por que guarda tanto rancor?
O rancor é deles, não meu.
O passado sombrio da minha mãe.
Muharrem.
Disseram que você perdeu peso,
mas está ótimo.
Mãe, o börek está ótimo.
Que mãos abençoadas!
Kemal.
Nós dois comíamos uma forma.
Depois a mãe nos dava uma surra por isso.
Não era, mãe?
Conversem um pouco. Entre mãe e filho.
Preciso perguntar uma coisa pra ele.
Vem, Kemal.
Seu rosto está melhor.
Parece você de novo, filho.
Andaram cuidando de você.
O Kemal.
Meu querido neto, meu menino de ouro.
Fomos ao terreno hoje,
onde será construído o shopping.
Eu, o Yasin e o Destan.
O Yasin ficou falando
sobre o que iam construir aqui e ali.
Quando olhei em volta, pensei uma coisa:
"Será que vou conseguir
ver parte disso se concretizar?
Quem sabe?
Então, pensei:
"Você vai deixar isso tudo em boas mãos.
O meu Kemal vai ter seu sonho realizado.
Vamos limpar a sujeira.
Vamos ter uma vida decente."
Filho.
O negócio está te esperando.
Não reluta.
Ficou obcecado com as câmeras.
Seu filho cuida bem de você,
mas precisa encarar a realidade.
Eles vão se casar.
O Kemal vai morar com a gente.
Não vai acontecer, mãe.
Você podia ir morar lá também,
mas sei que não quer.
Mas não pode ficar aqui.
- O casamento não vai dar certo.
- Acharam um bom asilo.
Seu quarto estará pronto logo.
O Kudret disse
que queria o melhor lugar da região.
O Kemal vai te visitar toda semana.
Esquece o passado, Muharrem.
Talvez tenhamos cometido um erro,
mas agora estamos consertando.
Não tentem usar meu filho
pra consertar as coisas.
Muharrem, eles vão se casar,
quer você queira ou não.
Às vezes, você é doido, eu sei,
mas é o poder dessa família.
Você também sabe. Não aumenta o problema.
Você disse: "Destrói a esperança."
Eu disse isso? O que falei?
"Destrói a esperança das pessoas
pra elas serem obrigadas
a depender de você."
É verdade.
Devo ter dito isso sobre os devedores.
Sempre funciona.
E se fosse sobre mim, tio?
É verdade.
Sempre dependi de você.
Você sempre foi minha esperança.
Cobrei quando você mandou.
Fui aonde mandou.
Atirei quando mandou.
Tudo por você.
Mas agora chega.
É mesmo?
É.
Você não é mais minha esperança.
Agora, eu sou minha própria esperança.
Ele está com raiva.
Mas vai se acalmar.
Ele sempre se acalma.
O que meu irmão disse sobre o asilo?
Ele tem outro problema.
É contra o casamento.
Ele disse coisas sinistras.
Temos que nos apressar.
Gönül.
Com licença.
Só um segundo.
Com licença.
Não pedi um mojito, princesa.
Desculpa, vou trocar. Pediu o quê?
Leva essa bebida de mulher
e traz uma tequila.
Vamos tomar shots.
Vamos ver quem aguenta mais.
- Pode beber junto, se quiser.
- Não posso, estou trabalhando.
A gente faz o que quiser.
Pode vir beber com a gente.
Obrigada, mas não.
Ali.
Com licença.
Fidan, leva isso pra lá.
Ali.
Você assume aquela mesa.
O cara do meio é o filho do dono.
Ele é instável.
Muharrem.
Levanta, anda.
Muharrem.
FILHO, VOU ATÉ SUA MÃE
QUE DEUS TE PROTEJA
SEU PAI
Vovó, tenho uma pergunta.
Onde fica o túmulo da mamãe?
Por que quer saber?
Sabe onde fica?
Anadolu Kavağı ou Anadolu Hisarı…
Onde era mesmo?
Em algum lugar por lá.
Tá bom.
De manhã, adentrei o vinhedo
Nem o vinhedo
Nem o guardião notaram
- De que túmulo ele estava falando?
- Da mãe dele.
Assim, do nada?
Ele nunca tinha me perguntado.
O Muharrem está aprontando alguma?
Não adianta ficar chorando
pelos que já não estão mais aqui.
Kavak, Bedia!
Sabe, o caminho mais longe!
Ah, já chega!
- O túmulo da Gönül está em Kavak!
- Chega.
E o túmulo do seu pai? Ele não tem um?
Vovô Veli.
Ele está confuso.
- Nem sei o nome do meu pai.
- Cadê o túmulo da sua mãe?
- Sou órfã, lembra?
- Cadê o túmulo dela?
Neslihan.
Vai preparar a comida do vovô Veli.
Depois eu dou o remédio dele.
Tá bom, Bediş.
O túmulo da Gönül está em Kavak, Bedia.
- Quem cavou a sepultura?
- Escuta, Veli.
Você sabe o que sua boca já nos custou.
Cala a boca.
Não arruma problemas pra gente por nada.
Senão, vou te estrangular.
Prefiro que você perca a vida
do que a mente.
- Bom dia.
- Bom dia.
Viu um velho corcunda
com cabelos encaracolados por aqui?
- Eu conheço. É bem magro.
- Isso.
Ele vem sempre.
Cuida do túmulo da falecida.
Corta o mato, rega.
O asilo disse que ele fugia
e voltava coberto de terra.
Eu não tinha entendido.
Ele moraria aqui, se deixássemos.
Falamos pra ele não se preocupar,
mas ele sempre vem e vai embora calado.
É só descer por ali pra encontrar ele.
- Obrigado. Bom trabalho.
- De nada.
Por que está no túmulo dessa mulher?
Não é uma mulher qualquer.
É sua mãe.
Não tenho mãe.
Tem, sim.
Ela está bem aqui.
Precisamos arrumar isso.
Tudo o que falam da sua mãe é mentira.
Ela foi difamada por eles.
Por todos nós.
Ela me amava.
Te amava também.
Especialmente você,
até o dia em que ela morreu.
A Gönül foi sacrificada pelos Yanıklars.
Ela não é a primeira nem será a última.
Não pergunta por que permiti isso.
Não posso dizer mais nada.
Mas, filho,
não seja injusto com ela.
Chega.
Você é um homem justo.
Não me leva.
Me deixa ficar aqui.
Me deixa morrer do lado da Gönül.
Por favor, não quero ir pra lá.
Pra onde?
Pra onde?
Quarto individual. Sim.
Sim, no térreo.
Com vista pro jardim. Isso, por favor.
Tudo bem. Ficará pronto amanhã?
Ótimo. Fico aguardando sua confirmação.
Obrigada.
Quando chegou?
- Eu estava falando com o asilo.
- Por quê?
Você sabe, filho.
Pro seu pai.
Não, eu não sabia.
Neslihan, não contou pra ele?
Vocês querem tanto se livrar dele…
É pro seu bem. De vocês dois.
Está fazendo trabalho de cuidador.
Já que se importam tanto,
tragam ele pra cá.
Filho, você nunca concordaria com isso.
Você muda de assunto
toda vez que tento falar do seu pai.
Fica dizendo que não quer falar dele.
Onde ele vai ficar?
Fizemos uma casa no jardim pra vocês.
Meu pai ficará comigo. Não se metam, tá?
Ele vai embora
quando e pra onde eu quiser.
Está escondendo algo da gente?
Acho que vocês sabem de tudo, não é, vovó?
Estão escondendo algo de mim?
Kemal.
Aonde você vai?
É melhor se decidir logo.
Falou que não queria ir
e agora está fazendo a mala.
É melhor assim.
Para. Guarda essa mala.
Filho.
Como a dona Perihan vai ficar sem você?
Quem vai ensinar os segredos do chef?
Como era o nome?
Şaban Babacan.
Você não ia tomar
o restaurante deles em breve?
Kemal, não é isso que a gente sempre faz?
Tá bom.
A dona Perihan deve estar esperando.
Alparslan, me dá uma semana.
Vou pagar tudo de uma vez.
Paga de uma vez, Afife.
Tenho que ficar pedindo. É constrangedor.
- Bom dia.
- Bom dia, seu Muharrem.
Seu Muharrem, entra.
A marinada ficou tão boa
que o senhor vai até chorar.
Outro credor. Ele está certo,
só quer o dinheiro de volta.
E vocês também estão, por um lado.
Se todo mundo está certo, o que vou fazer?
Vem, menino do caixa.
Chamo ele de menino do caixa.
Piada ruim, mas combina com ele.
- Está respirando melhor?
- Estou.
E aí? Disseram que você não viria.
Tudo bem. Trouxe o Muharrem.
Por aqui, Sr. Kemal.
É sobre o roteiro.
Você disse que ia ajudar, mas sumiu.
- Olá.
- O que vamos fazer?
Escrever exige disciplina.
Não vai acontecer de novo.
- Oi.
- Olá.
Sei que têm preguiça de servir mesas,
mas é seu trabalho.
Não faz essa cara.
Precisamos decidir como será.
Vamos dividir o trabalho.
Se o Kemal colaborar,
podemos aprender algo.
Temos que fazer cartazes pro protesto.
Professora, tem outra coisa.
Acho que vocês querem contar
uma coisa pra professora Afife, não?
Contar o quê?
Uma coisa que vi sem querer.
Com licença. Vou deixar vocês à vontade.
Não é da minha conta.
Então, por que está se metendo?
Frutas e legumes
eram mais saborosos antes.
Você quer um chá, né?
Eu me esqueci de fazer.
Eu mesmo faço.
- Defne, como assim?
- Aconteceu.
- Não seja ridícula!
- Espera.
O que aconteceu?
- Cala a boca! Deu!
- Escuta…
Estão conversando.
Façam o que quiserem de agora em diante.
Já vão tarde.
Jogou uma bomba e saiu. Parabéns.
Acabou com o restaurante
e a equipe de roteiristas.
Desculpa, mas eu não ia deixar
te enganarem.
Você não merece isso.
Tá bom, chega.
Estou meio confusa agora.
E também estou em estado de choque.
Quanto ao roteiro,
não tenho mais uma equipe.
Só tenho você,
Kemal Yanıklar, o roteirista.
Está brincando?
Como vou aguentar tudo isso
sem brincar um pouco?
Meu namorado de dez anos
me traiu com minha melhor amiga!
Estou falida! Vocês estão na minha cola!
E preciso terminar uma história!
Odeio essa história! Odeio tudo!
- Olá, seu Muharrem.
- Olá.
- O senhor parece ótimo.
- Obrigado, querida.
Foi ao restaurante hoje?
Fui.
Quando foi?
Eu não falo isso todo dia?
Vou repetir.
O papai está ajudando na cozinha.
Isso ajuda ele a se sentir melhor, tá?
Vou dizer a mesma coisa amanhã.
E o lance do roteiro? O Şahin me contou.
Falou que você virou roteirista.
É assim que ela te chama?
Querem ajuda pra escrever um roteiro.
Que ajuda?
É sobre nosso trabalho.
Quer perguntar alguma coisa?
Sim, quero, Kemal.
Viu as amostras de convite que te dei?
Pro nosso casamento, sabe?
Por que você não me atende?
Não vai falar com sua família?
Vai mesmo abandoná-los?
O que você está fazendo?
Quer mais perguntas?
- Acabou?
- Não.
Vamos nos casar em breve.
Eu acho.
Se você não sumir de novo.
Se não inventar uma desculpa
ou for preso de novo.
De novo e de novo.
A mesma história de sempre.
Mesmo roteiro.
Meu tio está vigiando a família toda.
Meu primo atirou num homem
e me fez assistir.
Minha noiva sabe de tudo,
mas finge que não sabe.
Depois, meu pai desaparece.
Encontro ele no túmulo da minha mãe.
Ele me diz coisas que não entendo.
Não tenho coragem de perguntar
porque tenho medo da resposta.
Esse é o meu roteiro, Neslihan.
Não tenho outro.
Não fica com raiva.
Calma.
A gente vai dar um jeito, tá bom?
Eu e você.
Confia em mim.
Vamos dar um jeito.
- Do que está falando?
- Fiquei bem chateada.
Ficou insuportável, então saí correndo.
Fez bem. Aguentamos as pontas, mas…
A Defne e o Baturay?
Não acredito!
Perguntou por que ele fez isso?
Por que, Baturay?
Eu cansei.
É isso?
Acho que sim.
Por que cansou?
Cansei de ter que ser o homem
que você quer que eu seja.
O que posso fazer?
Sou imprudente e inútil.
O que posso fazer?
E estou de boa com isso.
Infelizmente, não levo a vida
tão a sério quanto você.
A gente só vive uma vez.
Um piscar de olhos, e a vida acaba.
Temos que aproveitar.
Nesse breve tempo,
não posso carregar o peso do mundo
e os seus fardos também. Isso é com você.
Quero uma vida sem problemas ou tristeza.
Sei que você é linda.
Tem uma bela voz e olhos lindos.
E até sorri de vez em quando.
Mas isso não basta.
Não quero ficar servindo mesas, Afife.
Odeio consertar pia.
E o seu jeito de professora
me deixa maluco.
Não me importo com o aquecimento global.
Quando o mundo acabar,
vou ter partido há muito tempo.
Só quero aproveitar.
Quero encher a cara de vinho,
transar mais.
Quero viver a vida do jeito que eu quiser.
Ela nunca me julga.
Ela ri das minhas piadas.
Tá bom.
Hurşit. Você se lembra?
Quando falou que ia me deixar,
joguei água na sua cabeça.
Tal mãe, tal filha.
O que a Defne disse?
Não tenho nada pra te dizer.
Até tenho, mas vou me arrepender depois.
Você arruinou nossa amizade.
Façam o que quiserem de agora em diante.
Já vão tarde.
Sou tão horrível assim?
Às vezes.
Mas todos somos horríveis às vezes.
- Eu te amo do jeito que você é.
- Você é minha mãe, claro que me ama.
Não sou obrigada a amar.
Se bem que amo o Ali também.
Você está certa.
Agora vou ter que contar isso pro Ali.
Ele vai ficar um ano fazendo piada.
- Não conta pra ele, deixa que eu conto.
- Tá bom.
Dá tempo ao tempo. Vai ficar tudo bem.
Vai mesmo?
Parem de suspirar, senhoritas
Parem de suspirar
Os homens sempre enganam
Ah, mãe.
Um pé no mar e outro na terra
Uma constante que nunca muda
O que Shakespeare fez
pra nos merecer? Coitado.
ABAIXO À LEI!
LEMBRAR BATURAY DE ESCREVER O RESUMO!
16H
REUNIÃO SOBRE O ROTEIRO
Por favor, estamos comendo.
Podemos comer em paz?
Os atores estão comendo ali.
Em breve, o episódio 78 de Amor Real.
- O ponto de partida…
- Corta!
Ei!
O Baturay também é…
Na verdade…
Cara, não viaja.
A gente não vai usar uma metralhadora.
Por que me dedurou?
Saiam da frente! Opa!
Não coloca aí. Aprende o lugar certo, vai.
- Mana.
- O quê?
- É verdade?
- O quê?
- A Defne e o Baturay?
- Sério, mãe? Cuida da sua vida.
Por isso eu chamava ele
de "Baturay, o imprestável".
- É o apelido dele?
- É.
- Alô?
- Oi.
- Estou atrapalhando?
- Não.
- Está tudo bem?
- O que acha?
- Vai melhorar. Terá trabalho pela frente.
- Como assim?
Pode preparar um banquete
hoje à noite pra nove convidados famintos?
Por quê? A gente não abre à noite.
É um pessoal com bastante dinheiro.
Estão doidos pra pagar uma conta bem alta.
- Falei que eu conhecia um lugar.
- Ótimo, mas…
Não sei, está meio em cima.
Vai poder quitar
um mês da dívida numa noite.
Sério?
Esses homens são seus colegas?
São empresários de boa reputação.
- A gente não pode vender bebida.
- Eles vão levar.
Nunca implorei tanto
pra comer em algum lugar.
O seu Muharrem pode vir nos ajudar?
Claro que vai.
Tá, ele pode vir à tarde.
A gente cuida do almoço.
Deixa ele descansar.
Mas vamos fazer o de sempre.
Tábua de frios, queijos,
carne, essas coisas.
Pode ser às 20h?
Não sei.
Beleza.
- O que foi?
- Acho que é o Kemal.
Mãe!
Fecha um valor alto pelo cardápio fixo.
E manda darem uma boa gorjeta. Obrigado.
Antes, você cobrava dinheiro, não dava.
Não vou dar, vocês que vão.
Ferhat, lembra
o que conversamos no outro dia?
- O quê?
- Sobre sonhos.
Uma pousada no sul.
Poucos quartos, pouco trabalho.
Muito sol.
O mar.
Não foi só no outro dia,
sempre conversamos sobre seus sonhos.
E se eu quiser colocar em prática?
Claro.
Dinheiro não é problema.
Dou um jeito, mas só se for pra valer.
É pra valer.
Afife, traz a tigela.
Vou usar pros böreks.
- Cadê a tigela?
- Alguém viu a faca que deixei aqui?
- Cuidado, garota! Doeu?
- Mana!
- Vou colocar aqui.
- Cadê o escorredor?
- Ali, sai! Vai derramar.
- Sai! Dois pratos bastam?
Cadê a toalha de mesa?
Olá, pessoal.
Coloca o avental.
Não pode cozinhar sem ele.
- Tá bom.
- Cadê o óleo?
Que cheiro maravilhoso!
- Aqui.
- Corta isso.
- Peguei.
- Faz com calma e direito.
- Assim?
- Não corta a mão.
- Não somos chefs. Uma tigela grande!
- Não liga o forno muito quente.
No armário de baixo.
- Espera. Sai.
- Um pouco mais.
- Beleza.
- Ali, o prato grande.
Ali, nunca te vi
trabalhando tão duro na minha vida.
Beleza.
Um pouco de sal. Isso.
- Eu fiz isso.
- Bom trabalho, Fidan.
- Devagar. Esperem.
- Olha como estão lindos.
Seu Muharrem, devíamos te pagar.
Fico até com vergonha.
Obrigado, dona Perihan.
O que vale é a intenção.
É sério, assim que entrar uma grana.
Pode deixar.
Olá.
- Olá.
- Olá.
- Obrigado.
- E aí, cara?
Olá.
- Nossa.
- Bem-vindos.
- Como vai, cara?
- Olá.
Viemos do outro lado da cidade.
- Depois a gente combina.
- Eu cuido disso.
Bem-vindos. Aqui.
- Um brinde.
- Ei!
Isso aí!
- Senhores, com licença.
- Nossa, olha só!
Seu Muharrem, bem-vindo.
- Bem-vindo.
- Bem-vindo.
- Delícia! Prova.
- Vou te dar um, mas tem mais.
Bom apetite.
Me dá um.
Vamos lá.
Agora, sim.
- Bem-vindos.
- Obrigado.
- Que delícia!
- Vamos, pessoal.
Olha pra ele, com sua noiva vesga
Na sela do cavalo
Enlaçou as mãos junto à cintura dela
Que é grossa como um tronco de árvore
Entrega ela pra mim
Vou despedaçar a mão morena daquela bruxa
Você e sua língua venenosa
Que o apocalipse venha te buscar
Como vai aproveitar a vida
Com esse demônio sinistro
Vai até colocar uma colcha de seda
Sobre aquele esqueleto ambulante
Que sua lareira queime
Que sua família tenha vergonha
Que seu poderoso tio unte hena vermelha
Por todo o seu corpo arrependido
Isso é muito cruel
Você não tem coração
Não pode forçar o destino assim
Você é traiçoeiro
Eu não me importo
Me leva, não leva ela
Eu não me importo
Me leva, não leva ela
Adeus, barman
Não posso ficar mais tempo
Não me sinto eu mesmo esta noite
Nem consigo me embriagar
Me deixa ser o nó na sua garganta
Antes de chorar
Não se esqueça de mim
Nunca se esqueça de mim
Como uma sombra te seguindo
Ouça meu nome em cada respiração
Assim como eu não esqueci
Não se esqueça de mim também
Nunca se esqueça de mim
NESLIHAN
CHAMADA RECEBIDA
Como uma sombra te seguindo
Ouça meu nome em cada respiração
Assim como eu não esqueci
Não se esqueça de mim também
Nunca se esqueça de mim
Obrigada, Kemal.
De nada.
Estou confusa.
Sério?
Você é bom.
Trouxe toda essa gente pra nos ajudar.
Eu podia ter trazido bem mais gente,
mas seria demais pros seus chefs.
Todos gostam tanto de você.
Você é um mafioso, mas tem bom coração.
Meu tipo favorito de mafioso.
E é bem bonito.
Ah, por favor.
O que está fazendo?
Não estou fazendo nada.
Não era proibido beijar?
Falamos que foi um erro.
Pedimos desculpas.
E amanhã?
O que vamos fazer?
Legendas: Bruno Spinosa Tiussi
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